As águas gerais dos rios norueguesos, tradicionalmente transbordando de salmão do Atlântico, mostram uma realidade alarmante.
Cientistas que trabalham em nome do governo norueguês confirmaram seus piores medos. Nos rios onde centenas de salmão eram nadados antes, agora existem apenas cerca de 25 espécimes no total.
Essa diminuição dramática forçou o Ministério do Meio Ambiente a ver mais de 30 rios para pescar em 2024, uma medida que provavelmente se estenderá na próxima temporada para dar uma pausa às populações.
A principal causa dessa crise não é encontrada nos rios, mas nos fiordes e costas norueguês, onde centenas de fazendas de salmão derramam resíduos no mar através de gaiolas abertas. Entre esses resíduos, o piolho do salmão se espalhou, um parasita que, devido a intensiva criação, tornou -se incontrolável. Este parasita, que mede aproximadamente um centímetro, adere aos peixes e literalmente o devora de fora.
Os cientistas estimam que quase 100% dos peixes de incubatório acabam infestados por piolhos ao longo do ano e, de acordo com dados do Conselho Norueguês de Seofood, a mortalidade em fazendas atinge 17% em média.
Uma indústria milionária em crise
A Noruega é o maior produtor mundial de salmão, exportando mais de um milhão de toneladas por ano desses peixes vermelhos para o mundo inteiro. No entanto, essa indústria de 1,6 milhão de toneladas por ano enfrenta uma crescente crítica por seu impacto ambiental.
Leia também: Os restaurantes da UE devem reduzir 30% de desperdício de alimentos antes de 2030
“É imoral que um único setor destrua a natureza. Eles roubam das gerações futuras a possibilidade de pescar salmão selvagem em um ambiente saudável”, denuncia Alf Arnelic, presidente da Associação Norueguesa de Caça e Pesca.
Embora existam alternativas como sistemas fechados desenvolvidos por Thomas Mirhold e sua equipe, que mantêm os parasitas afastados através de recipientes herméticos que bombeam água a partir de 25 metros de profundidade, as empresas relutam em investir nessas tecnologias mais caras.
“Nós realmente queríamos ser um fornecedor técnico para criadores, mas quase não havia interesse em investir nesse tipo de instalação”, lamenta Mirhold.
O futuro incerto de uma tradição
Para muitos noruegueses, não ser capaz de pescar salmão é algo inimaginável. A pesca desta espécie faz parte da própria essência da vida norueguesa na natureza. Enquanto isso, a batalha entre o salmão da fazenda de peixes e o selvagem continua, enfrentando criadores e ambientalistas em uma luta onde o tempo parece estar exausto para populações selvagens.
Os dados de 2024 mostram que os piolhos de salmão dobraram novamente devido ao aumento da temperatura da água devido às mudanças climáticas, transformando essa crise em um problema ainda mais complexo que requer soluções urgentes e regulamentos ecológicos claros pelo governo norueguês.
A Good Taste Magazine é a plataforma de informações comerciais para empreendedores e profissionais do setor Horeca na Colômbia. Se você deseja acompanhar as últimas notícias, tendências, estratégias e dicas da indústria, assinado aqui
Você também pode nos seguir em nosso canal do WhatsApp
Talvez você esteja interessado
Brown House anuncia fechamento temporário com mensagem emocional
Mile High Group se prepara para nos conquistar


