Um empresário inglês e um chef de Bogotá uniram forças para levar a gastronomia chinesa a Medellín. Com apenas três meses de operação, o Pato à Pequim já tem planos de expansão nacional.
Depois de descobrir a culinária chinesa no bairro londrino de Chinatown, Luke Pollard, sócio fundador do restaurante Pato Peking, sabia que queria trazer essa experiência para a Colômbia. O encontro com o chef Bogotá Diego Ardila – que ganhou um concurso gastronômico, foi morar na Ásia e se apaixonou pela sua cultura culinária – foi o impulso definitivo para concretizar o projeto.
O restaurante abriu portas em novembro em El Poblado, Medellín, e recentemente celebrou o Ano Novo Chinês com apenas três meses. Localizado na Cra. 43F #12-76, no setor Manila, o espaço ocupa 350 metros quadrados distribuídos em dois níveis que oferecem diferentes ambientes para viver a experiência de forma dinâmica. A sala principal concentra a proposta gastronômica em um ambiente pensado para o compartilhamento, enquanto o segundo nível incorpora uma cabine de DJ que transforma o ambiente durante toda a noite, e a Sala Imperial, destinada a reuniões privadas e celebrações especiais.
Um dos maiores desafios foi enfrentar a percepção que existe na Colômbia sobre a comida chinesa, que segundo Pollard “tem uma reputação um pouco ruim”. Portanto, o objetivo desde o início foi claro: apresentar ao público o que é a verdadeira gastronomia chinesa. “Quisemos afastar-nos da ideia tradicional que existe em torno da cozinha chinesa na cidade e construir uma proposta que honre a sua técnica e profundidade cultural, mas apresentada a partir de uma visão contemporânea. O Pato à Pequim não é apenas um local para comer, é um espaço onde a experiência, o detalhe e a qualidade fazem a diferença”, explicou.
A cozinha é liderada por Ardila, que tem trabalhado para honrar a tradição asiática sem sacrificar a precisão técnica ou a criatividade. O menu combina ingredientes da Ásia e da Colômbia, respeitando os sabores e técnicas essenciais desta gastronomia, integrando produtos locais de alta qualidade. O resultado é uma carta pensada para ser compartilhada, com execução contemporânea e longe de interpretações simplificadas. Preparados de proteínas, vegetais, arroz e wok compõem uma proposta rápida, saudável e acessível para todos os gostos. Os pratos mais tradicionais foram adaptados ao paladar local reduzindo o nível de picante, sem perder a essência de cada preparo.
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Os coquetéis acompanham a experiência com um cardápio inspirado em sabores e botânicos asiáticos: chás, frutas, notas cítricas e herbais que proporcionam frescor e equilíbrio. Cada bebida é pensada para limpar o paladar, realçar nuances e transformar a combinação em uma parte ativa – e essencial – da experiência.
O nome do restaurante não foi por acaso. O pato laqueado, considerado o prato mais icônico da China, funcionou como um gancho: “Gera curiosidade e as pessoas voltam para experimentar de tudo”, explica Pollard. A ideia era também que o nome fosse imediatamente reconhecível num mercado cada vez mais competitivo.
A recepção superou as projeções iniciais. “Essa resposta nos confirma que em Medellín há espaço para uma culinária chinesa bem executada, com técnica e caráter. Nosso desafio agora é manter esse nível e continuar fortalecendo a experiência”, disse Dale Robertson, também sócio fundador do restaurante. Para este ano, o Pato Pequim pretende ultrapassar os 5.000 comensais mensais e consolidar-se como uma referência da cozinha chinesa contemporânea na cidade, tendo no horizonte planos de expansão para outras cidades do país.
Pollard, que desde 2012 desenvolve negócios na indústria gastronômica e de entretenimento na Colômbia – incluindo o restaurante Mombasa e o hotel Casa Candela em Sopetrán, nos arredores de Medellín, além de um novo projeto em Palomino, em La Guajira – destaca que o cenário gastronômico da cidade experimentou um boom significativo nos últimos cinco anos, impulsionado em parte pela chegada de estrangeiros que trouxeram suas próprias tradições culinárias.
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