domingo, março 8, 2026
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Três razões pelas quais o frango assado é um indicador econômico na Colômbia

Esse alimento, básico na dieta nacional e visível em todos os bairros do país, reflete informalmente a dinâmica do consumo, o poder de compra das famílias e dos custos de produção.

Na Colômbia, poucas coisas são tão comuns quanto o frango assado. É vendido em cantos, shopping centers e restaurantes familiares. Mas, além de ser um ícone gastronômico, este produto se tornou uma referência informal do comportamento econômico do país, uma espécie de “termômetro” popular que permite medir da inflação à confiança do consumidor.

Embora não esteja oficialmente incluído no Índice de Preços ao Consumidor (CPI), o frango assado reflete diretamente o impacto dos aumentos nos insumos, o custo de vida e o nível de consumo nas casas colombianas.

Essas são três razões pelas quais este produto se tornou um indicador econômico no país:

1. Um produto de consumo transversal

Em palavras simples, todo mundo come frango assado, de famílias de baixa renda a alto. Seu preço é acessível em comparação com outras carnes, e seu consumo em massa nos permite observar como o bolso dos cidadãos se comporta.

“Quando o preço do frango assado sobe, não é apenas frango. É gás, batata, arroz, salário de cozinha e o arrendamento das instalações. Tudo o que sobe com ele”, explica Mauricio Romero, economista e professor universitário. “Portanto, muitos economistas e comerciantes o usam como uma referência clara do momento econômico”.

2. Um termômetro de compra de energia

Em tempos de crise ou desaceleração econômica, os proprietários de ala percebem que as famílias compram mais barragens soltas e menos combos familiares ou param de pedir bebidas e batatas adicionais. É um padrão repetido que indica que o consumo se encaixa.

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Pelo contrário, nas estações de recuperação, a venda de combos completos, casas e até porções extras aumenta. Esse comportamento é um sinal indireto de que há maior fluidez econômica e confiança nos gastos.

3. Custos e insumos aumentando

O preço do frango assado também é sensível aos custos de produção. Fatores como o preço do milho (alimentos principais de frango), custos de gás, energia, transporte e impostos locais afetam diretamente o valor final do produto. Quando qualquer um desses insumos é mais caro, o preço do frango assado também o faz, tornando -se um indicador imediato de pressão inflacionária.

De fato, algumas guildas como Fenavi alertaram que, embora o consumo per capita de frango permaneça alto (36,8 kg por pessoa em 2024), as margens de ganho de muitas empresas populares caíram devido ao aumento dos custos operacionais.

As andanças de frango representam um mecanismo de emprego informal e de microempresas. Estima -se que milhares de empresas em todo o país vivam exclusivamente da venda de frango assado, o que transforma esse alimento em uma importante fonte de renda para famílias empresariais, entrega, fornecedores e trabalhadores do setor.

Portanto, quando se diz que “o frango assado é um indicador econômico na Colômbia”, não é um exagero. Seu preço, sua demanda e sua lucratividade refletem uma parte essencial da economia diária: o que nem sempre aparece nos grandes relatórios macroeconômicos, mas que fala claramente do dia a dia de milhões de colombianos.


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