O relatório da Hilton revela que “Whycations” definirá o tom para viagens intencionais em 2026.
2026 parece ser um ano de transformação para a indústria hoteleira. De acordo com o relatório de tendências globais da Hilton, os viajantes estão redefinindo o significado das suas viagens: já não importa tanto para onde vá, mas porque faça isso. Esta mudança de mentalidade, identificada como o surgimento dos “Whycations”, reflete uma procura por experiências com propósito, impulsionadas por motivações emocionais e pessoais.
A pesquisa – realizada em conjunto com a Ipsos em 14 países, incluindo a Colômbia – mostra que os viajantes de 2026 querem descansar, reconectar-se e vivenciar momentos significativos. Depois de anos de viagens massivas, o novo foco está em experiências mais intencionais e autênticas. Calma, cultura e conexão emocional estão no topo das prioridades.
“Mais do que nunca, é o sentimento por trás da viagem que orienta a seleção do destino”, disse Chris Nassetta, presidente e CEO da Hilton. Na verdade, 74% dos entrevistados disseram preferir marcas de hotéis em que confiam, reforçando a importância da consistência e da familiaridade na hotelaria hoje.
Esta abordagem mais consciente também está a transformar as expectativas em relação aos serviços e à tecnologia. Os viajantes querem equilíbrio entre a conexão digital e a desconexão pessoal. O relatório Hilton destaca que quase três quartos (73%) valorizam check-in digital, enquanto 27% preferem comunicar com os hotéis mais do que antes, procurando respostas rápidas e personalizadas.
A tendência para a “hospitalidade calma” está consolidada. Os hóspedes buscam silêncio, introspecção e espaços para reduzir as distrações cotidianas. Na Colômbia, 45% dos viajantes planeiam reservar dias extra antes ou depois das férias em família para desfrutar de momentos a sós, enquanto mais de metade considera fazê-lo mesmo em viagens de negócios.
Ao mesmo tempo, o conforto do lar torna-se parte essencial da bagagem emocional do viajante. Segundo o estudo, 87% dos colombianos se confortam em encontrar pratos familiares nos cardápios e mais da metade prepara suas próprias refeições durante a viagem. Até atividades simples, como visitar supermercados no exterior, transformam-se em experiências culturais que conectam o cotidiano com o local.
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O conforto também se estende aos companheiros não humanos: 64% dos viajantes com animais de estimação priorizam suas necessidades acima das próprias, enquanto 85% dos colombianos com plantas incluem seus cuidados no planejamento da viagem. Esta sensibilidade aos laços pessoais e familiares reforça a ideia de que as viagens são concebidas como extensões da casa.
Paralelamente, as férias em família estão renascendo. O relatório mostra que as crianças influenciam agora ativamente o planeamento: 85% dos viajantes colombianos com filhos ou netos convidam-nos a participar na organização do itinerário e 86% reconhecem que inspiram os adultos a experimentar coisas novas.
Outro fenómeno crescente é o das viagens intergeracionais e as chamadas “skip-gen trips”, onde os avós viajam com os netos sem os pais. Quase 30% dos viajantes globais os adotam, enquanto 50% dos pais optam por viagens individuais com cada criança para fortalecer os laços. Na Colômbia, 90% das famílias procuram atividades sem telas e 64% promovem períodos de desconexão digital durante as férias.
A influência familiar também é herdada ao longo do tempo. Dois terços dos viajantes afirmam que os seus pais influenciaram as suas escolhas de hotel e 73% acreditam que o seu estilo de viagem deriva de experiências de infância partilhadas. Mais de metade das famílias do mundo ainda viajam com filhos adultos e, na maioria dos casos, os pais continuam a cobrir as despesas.
Este fenómeno dá lugar ao chamado “turismo hereditário”, onde as viagens se transformam em legados culturais e emocionais. 85% das famílias colombianas procuram experiências que as liguem às tradições locais, enquanto mais de 50% planeiam aprender sobre as suas raízes familiares.
No seu conjunto, as conclusões do relatório apontam para uma hospitalidade mais humana, onde cada viagem é pensada a partir da intenção e não da pressa. A Hilton e outras redes terão que responder a esse novo perfil de hóspede que não busca mais apenas descansar, mas sim encontrar sentido em cada etapa da jornada.
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