sábado, março 7, 2026
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É assim que os novos descontos de saúde e previdência impactam o aumento

O aumento do salário mínimo redefine as contribuições obrigatórias para a segurança social e coloca novos desafios financeiros aos empregados, trabalhadores independentes e pensionistas em 2026.

O salário mínimo na Colômbia para 2026 não só marca um novo piso de rendimento, mas também redefine diretamente os encargos mensais de milhões de pessoas ligadas ao sistema de segurança social. Com aumento de 23,7% em relação a 2025, o reajuste decretado pelo Governo do presidente Gustavo Petro tem efeitos imediatos nos descontos de saúde e previdência, tanto para trabalhadores formais quanto para trabalhadores independentes e pensionistas.

Para este ano, o salário mínimo foi fixado em US$ 2.000.000 por mês, sob o conceito de “salário digno”. Esse valor é composto por um salário base de US$ 1.750.905 e auxílio-transporte de US$ 249.095, benefício recebido por mais de 2,4 milhões de trabalhadores no país. Embora o auxílio aumente o rendimento disponível, não faz parte da base de cálculo das contribuições para a saúde e as pensões.

Em termos práticos, isto significa que as deduções obrigatórias continuam a incidir apenas sobre o salário base. Assim, embora os percentuais de contribuição não mudem, o aumento da renda mínima aumenta o valor absoluto que é descontado a cada mês, variável fundamental para o planejamento financeiro das famílias.

No caso dos trabalhadores com contrato de trabalho, o regime contributivo mantém-se sem alterações estruturais. O trabalhador continua a contribuir com 4% para a saúde e 4% para as pensões, o que em 2026 representa perto de 70 mil dólares por cada conceito. No total, o desconto mensal é de US$ 140 mil, valor superior ao do ano anterior devido ao novo salário base.

Do ponto de vista empresarial, o impacto também é relevante. A pensão equivale a 16% do salário, sendo que o empregador assume 12% e o trabalhador 4%. Na saúde, o total é de 12,5%, com ônus de 8,5% para a empresa e 4% para o funcionário. Ao todo, o trabalhador cobre apenas 8% da contribuição conjunta, enquanto o empregador assume a maior parte da obrigação.

O auxílio transporte, embora não afete a base de contribuição, desempenha um papel fundamental no lucro líquido. Para os mais de 2,4 milhões de trabalhadores que o recebem, este complemento melhora a capacidade de despesa mensal, mas não reduz nem atenua o impacto de maiores descontos na segurança social.

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O cenário muda substancialmente para os trabalhadores independentes. Em 2026, este grupo enfrenta um aumento significativo no valor das suas contribuições obrigatórias, pois assume todas as contribuições sem o apoio de um empregador. A contribuição para a saúde é de 12,5% do salário mínimo, equivalente a US$ 218.863, ante US$ 177.938 em 2025.

A isto soma-se a contribuição previdenciária, que corresponde a 16% do salário mínimo, ou seja, 280.145 dólares em 2026, contra 227.760 dólares do ano anterior. Além disso, deverão cobrir a contribuição para riscos ocupacionais (ARL), fixada em 0,522%, que neste ano equivale a R$ 9.140 mensais.

Como resultado, o pagamento mínimo mensal da segurança social para um trabalhador independente ascende a 508.148 dólares em 2026, um salto considerável em comparação com 413.129 dólares em 2025. Este aumento representa um desafio financeiro relevante, especialmente para aqueles que têm rendimentos ajustados ao mínimo e dependem da estabilidade das suas contribuições para aceder aos serviços de saúde e construir uma pensão.

O cumprimento atempado destes pagamentos não é pouca coisa. O atraso no pagamento pode levar a restrições no acesso a serviços médicos ou afetar a continuidade dos benefícios previdenciários, um risco latente num contexto de encargos mensais mais elevados.

Os reformados também sentem o impacto do novo salário mínimo, embora com regras diferentes. Quem recebe uma pensão equivalente ao mínimo deve contribuir com 4% do seu subsídio para a saúde, o que representa cerca de 70.035 dólares por mês. Neste segmento, o desconto permanece relativamente estável em proporção, mas cresce em valor absoluto.

Para os pensionistas com rendimentos entre dois e três salários mínimos, a contribuição de saúde equivale a 10% do subsídio, o que pode representar perto de 300 mil dólares para uma pensão de 3 milhões de dólares. Enquanto isso, quem recebe mais de três salários mínimos deve contribuir com 12%, o equivalente a US$ 600 mil em uma pensão de US$ 5 milhões.

Esses percentuais têm como base o artigo 204 da Lei 100 de 1993 e a Lei 2.294 de 2023, que desde 2024 reduziu a contribuição saúde de 12% para 10% para quem tem abono entre dois e três mínimos. É fundamental destacar que o reajuste anual das pensões acima do mínimo não depende do aumento do salário mínimo, mas do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que fechou 2025 em 5,10%.

No final de 2024 e início de 2025, a Colômbia ultrapassava os 2,1 milhões de pensionistas, com uma tendência de crescimento sustentado. É garantido a esse universo o acesso integral ao Plano de Benefícios de Saúde, em igualdade de condições com os trabalhadores ativos, que inclui desde consultas e internações até cirurgias, medicamentos, cuidados de saúde mental e serviços domiciliares.

A adesão ao sistema permite aos pensionistas escolher livremente o EPS, independentemente de a sua pensão provir de Colpensiones ou de um fundo privado. Atualmente, mais de 1,8 milhão de pensionistas estão filiados ao fundo público, dentro de um sistema que ultrapassa os sete milhões de filiados ativos.

Em última análise, o aumento do salário mínimo em 2026 procura melhorar o poder de compra dos colombianos, mas também reconfigura o equilíbrio entre rendimentos e obrigações. Para os trabalhadores, trabalhadores independentes e pensionistas, o desafio não está apenas em receber mais, mas em compreender como este aumento se traduz em maiores descontos e numa nova realidade financeira que exige planeamento, análise e decisões informadas.


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