A marca espanhola apresentou uma reconvenção milionária argumentando que a sua congénere colombiana lucrou financeiramente com a polémica judicial que suspendeu as suas operações na Europa..
O conflito jurídico entre a Frisby Espanha e a Frisby Colômbia atingiu uma nova dimensão depois que a empresa espanhola apresentou uma reconvenção de âmbito excepcional, solicitando que a empresa colombiana lhe pagasse pelos lucros que supostamente obteve graças à exposição mediática do litígio.
O litígio remonta a novembro de 2025, quando o Tribunal Comercial de Alicante suspendeu a abertura das operações da Frisby Espanha, inicialmente prevista para dezembro. Agora, a marca espanhola não só recorre dessa decisão, como também parte para a ofensiva judicial.
Recurso e defesa substantiva
Em 8 de janeiro de 2026, a Frisby España interpôs recurso perante o Tribunal Provincial de Alicante, qualificando a decisão desfavorável da primeira instância como “surpreendente”. A empresa espera obter uma rápida resolução que autorize definitivamente o início de suas operações comerciais.
Paralelamente, a empresa apresentou as suas alegações substantivas perante o tribunal comercial, onde afirma ter demonstrado “de forma clara e inequívoca” a inexistência de violação de marca ou atos de concorrência desleal. Um argumento central na sua defesa é a alegada falta de notoriedade da marca Frisby no território da União Europeia.
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Apesar da suspensão judicial, a Frisby Espanha garantiu manter intacto o seu plano de expansão, que inclui a abertura inicial de 12 restaurantes em Espanha, cuja execução já foi iniciada a nível operacional e estratégico.
A reconvenção milionária
A Frisby España decidiu abandonar a sua postura defensiva para apresentar um pedido reconvencional contra a empresa colombiana. A empresa argumenta que a Frisby Colombia se beneficiou significativamente das dificuldades enfrentadas pelo lançamento espanhol, derivadas da midiatização do conflito.
A reconvenção solicita “a restituição integral do benefício indevido” que a empresa colombiana teria obtido como consequência direta da exposição midiática. Para fundamentar o seu pedido, a Frisby España solicitou ao tribunal que ordenasse uma avaliação contabilística e patrimonial abrangente da Frisby Colombia, que inclui uma revisão das contas, rendimentos, activos e resultados financeiros.
O objetivo é obter a condenação ao pagamento de todos os benefícios operacionais e patrimoniais considerados indevidos, gerados entre maio e dezembro de 2025, período em que o escândalo teve maior cobertura midiática.
Batalha pela marca na Europa
A Frisby Espanha afirmou que a tentativa de impedir a utilização da marca Frisby na Europa “está fadada ao fracasso”. A empresa destacou que o novo depósito da marca feito pela empresa colombiana tem sido contestado por três empresas independentes, alheias ao litígio.
Segundo a marca espanhola, o futuro dos direitos da Frisby Colombia na Europa dependerá de uma eventual decisão baseada na “ausência de utilização efetiva da marca em território europeu”, cujo desfecho, dizem, é previsível.
A empresa especificou que, num exercício de boa fé, não apresentou oposição contra o último depósito de marca apresentado pela Frisby Colômbia, e sustentou que a empresa colombiana “nunca implantou ou sequer contemplou uma estratégia de implementação internacional”.
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