sábado, março 7, 2026
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o ‘corrientazo’ subiu 10,7%

O cardápio mais popular entre os trabalhadores colombianos ultrapassou a barreira dos US$ 17.500 devido ao aumento do custo da banana, do feijão e da carne bovina.

O almoço “corrientazo”, termômetro infalível da economia diária da Colômbia, deu um salto significativo que aperta os bolsos de milhões de trabalhadores. No final de janeiro de 2026, o preço médio nacional deste prato atingiu os 17.542 dólares, o que representa um aumento de 10,7% face ao ano anterior. Comer fora tornou-se um desafio logístico para o orçamento mensal, uma vez que o custo desta preparação aumentou exactamente 1.871 dólares face aos 15.671 dólares pagos em 2025.

Este fenômeno responde diretamente ao comportamento de ingredientes críticos que compõem a cesta básica do setor gastronômico. Segundo a análise de preços grossistas da Sipsa, a banana é o produto que mais penaliza o custo final, com uma variação homóloga de 35,1%. A este aumento soma-se o do feijão bolón, componente essencial do “princípio” do cardápio, que registrou um aumento de 26,7%. A proteína também fez o seu trabalho; A carne bovina, especificamente o flat cut, subiu 13,9%, elevando o valor da porção individual acima dos dez mil pesos.

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A dinâmica inflacionária gerou um cenário de contrastes na culinária dos restaurantes populares. Embora alguns factores de produção básicos, como o tomate, os ovos e o arroz, tenham registado quedas nos preços de até 18,1%, estas reduções não foram suficientes para compensar o aumento dos preços dos outros componentes. O custo de vida, impulsionado pelo recente reajuste do salário mínimo, começou a se infiltrar rapidamente nos serviços de alimentação, impactando diretamente a lucratividade das pequenas empresas e o poder de compra do consumidor final.

Pressões de trabalho e projeções de mercado

Especialistas como o antigo ministro das Finanças, José Manuel Restrepo, salientam que este aumento superou ligeiramente as expectativas previstas para o início do ano. Há que ter em conta que a estrutura de custos dos encargos correntes depende em grande parte das despesas operacionais e laborais, que são pressionadas não só pelo mínimo, mas também pela implementação de reformas que ajustam as sobretaxas noturnas e dominicais. Esta situação obrigou os proprietários de restaurantes a transferir parte dos custos para o preço final do prato para manter a viabilidade dos seus estabelecimentos.

Por seu lado, o Banco da República mantém um acompanhamento atento da volatilidade alimentar, salientando que os factores climáticos e a taxa de câmbio continuarão a criar incerteza no sector. Embora seja esperado um abrandamento do IPC dos alimentos processados ​​para o resto do ano, os produtos frescos, como frutas, legumes e tubérculos, poderão manter a tendência ascendente durante o primeiro trimestre. A resiliência do setor gastronômico é testada mais uma vez num cenário em que o almoço diário caminha para ser um luxo de conveniência.

A realidade dos centros atacadistas reflete que a carne bovina tem sido o grupo alimentar que mais contribuiu com pontos-base para a inflação geral de janeiro, que fechou em 5,35%. Essa pressão é fortemente sentida nas mesas dos restaurantes de bairro, onde o “suco de amora” e a salada de alface também sofrem pequenos ajustes, mas cumulativos. Para o colombiano médio, o almoço de 17 mil dólares representa uma nova barreira psicológica na economia quotidiana, forçando muitos a repensar os seus hábitos de consumo.

Diante deste panorama, instituições como a Corficolombiana prevêem que o ritmo dos preços será marcado por uma elevada seletividade na produção agrícola. Embora a valorização do peso ajude a estabilizar alguns factores de produção importados, a produção local de banana e batata continua susceptível a choques de oferta que disparam os preços numa questão de semanas. A corrente, longe de ser apenas um prato de comida, reafirma-se como o indicador mais fiel da realidade financeira que o país atravessa neste início de 2026.

O futuro imediato do sector da merenda executiva dependerá da capacidade da indústria alimentar de optimizar os seus custos de distribuição. Embora o IPC dos serviços não pareça diminuir tão rapidamente como o dos bens, os clientes procuram alternativas para equilibrar a nutrição e a economia num ambiente de elevada volatilidade.


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