As operadoras Restcafé e Frayco obtiveram o apoio de seus credores para executar planos de pagamento de 7 e 10 anos perante a Superintendência de Empresas.
As empresas Restcafé SAS e Franquicias y Concesiones (Frayco SAS), responsáveis pelas marcas Café OMA e Presto, protocolaram formalmente seus acordos de reorganização empresarial. O processo procura normalizar passivos que totalizam 114 mil milhões de dólares no caso da OMA e 104 mil milhões de dólares no Presto. A Superintendência de Empresas convocou audiência de confirmação para 20 de abril de 2026, após validação dos votos favoráveis dos credores: 82% para Presto e 76% para Restcafé.
O plano de pagamento estabelece prazos diferenciados para cancelamento de obrigações. O Presto, que tem 118 pontos de venda e 683 empregos diretos, terá 7 anos para sanear as contas. Por seu lado, o Café OMA, com 91 lojas e 471 colaboradores, terá um mandato de 10 anos. Estes acordos ocorrem no âmbito da Lei 1.116 de 2006, à qual as empresas aceitaram em julho de 2023 devido ao impacto da inflação, do aumento das taxas de juros e do aumento dos custos de insumos.
Billy Escobar, superintendente de Empresas, confirmou que durante a audiência do dia 20 de abril, o juiz da falência verificará a legalidade do acordo. O controle incluirá a revisão das obrigações previdenciárias e das retenções obrigatórias. A confirmação do acordo é a exigência legal para que as empresas iniciem oficialmente os cronogramas de pagamentos e garantam a continuidade dos seus 209 pontos de venda em todo o país.
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A Presto, pertencente ao grupo Mesoamérica desde 2012, operava na época 5,1% do mercado de hambúrgueres na Colômbia. O Café OMA teve uma participação de 4% no segmento de cafeterias. Os números comunicados indicam que, após o desempenho máximo em 2019, ambas as cadeias registaram quedas nas receitas e na quota de mercado em 2024, o que levou à reestruturação dos seus passivos perante a autoridade competente.
O processo de reorganização permite que as empresas mantenham sua folha de pagamento de 1.154 colaboradores diretos e regularizem o relacionamento com fornecedores, locadores e entidades financeiras. O acordo protocolado detalha que 50% da dívida total das marcas corresponde ao passivo da OMA e os 48% restantes à operação Presto. A validação judicial permitirá estabilizar o fluxo de caixa e manter a presença das marcas nos centros comerciais e zonas urbanas do país.
Mesoamérica, fundo de investimento com sede na Costa Rica, ratificou sua disposição de fortalecer a operação técnica assim que o acordo for confirmado. A estratégia operacional terá como foco a eficiência de custos e a gestão de estoques para cumprir as cotas estabelecidas no cronograma de pagamentos. As empresas reiteraram que o objetivo é garantir o pagamento de salários e benefícios sociais durante toda a vigência do plano de recuperação.
A confirmação das Supersociedades fechará a fase de incerteza quanto à falência destas marcas tradicionais. O acompanhamento do acordo ficará a cargo de um promotor designado, que garantirá que os lucros gerados sejam atribuídos prioritariamente à liquidação dos 218 mil milhões de dólares devidos. Este mecanismo legal visa preservar as unidades produtivas e evitar o fechamento de lojas emblemáticas nas principais cidades do território colombiano.
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